Alguém me explica? S e t \ 17 E d i t i o n.

Personificação digital…

Uma das maravilhas trazidas com o advento da internet foi justamente a aproximação entre as pessoas. Não se trata só de comunicação, mas da “personificação”. Se olharmos em décadas atrás veremos que, principalmente no contexto organizacional e empresarial não existiam rostos, apenas marcas e slogans. A presença real de alguém era algo tão distante e inalcançável que quando surgiu o “boom” das redes sociais, blogs, sites e Youtube isso se tornou rentável e atrativo.

Pessoas de verdade, fazendo coisas de verdade, na sua realidade indiferentemente qual fosse. Isso atraiu e atraí “público” dia após dia porque é uma novidade. Uma nova configuração global que permite interação constante e coloca consumidor e empresa/figura pública em pé de igualdade na comunicação e relacionamento.

Se analisarmos ainda mais afundo veremos que 80% (estimativa figurativa) das pessoas que hoje são o que chamamos de influencers surgiram do nada, sem formação nenhuma. Apenas com a câmera do celular em mãos e vontade de falar alguma coisa para o mundo. O mais assustador disso tudo é a questão da relevância do conteúdo que, muitas vezes nem existe. Se tornou tão “fácil” ser famosos que esse mindset foi e está sendo criado no subconsciente dos consumidores de conteúdo digital, e principalmente nas crianças que são expostas a essa realidade desde o dia em que nascem.

É importante que exista (e logo) a criação de uma “consciência” em relação a esse cenário. Que passemos a ser mais seletos com o que consumimos e com o que compartilhamos. Preservar o bom e velho slow em nossas vidas para que tudo não se resuma a superficialidade e a fatos e histórias rasas.

Note que não se trata de pontuar a questão como positiva ou negativa até porque existe uma dicotomia muito grande em torno do tema, a ideia é abrir a discussão e botar todo mundo para pensar a respeito.


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