Entretenimento J u n \ 17 E d i t i o n.

O jeito Pixar de fazer arte 

Filmes em geral são um deleite. Mas filmes de animação são um vislumbre para os olhos, diversão para o cérebro e inspiração para a alma. Um dos grandes marcos do mundo da animação foi o jeito inovador que a Pixar inventou de dar vida à personagens.

História da Pixar:

“A arte desafia a tecnologia, a tecnologia inspira a arte.” – John Lasseter

A tecnologia era um campo amplo e novo a ser explorado. Três homens tiveram uma ideia louca. O risco era imenso, mas não há medo tão grande que possa matar as esperanças de grandes sonhadores.

No começo da década de 80 o cientista cientista da computação gráfica, Edwin Catimull fundou algo bem diferente do que hoje conhecemos como Pixar, chamado Graphics Group. A empresa era um braço da Lucasfilm e logo foi comprada pelo grande empresário Steve Jobs, quando ganhou o nome que conhecemos hoje. No início a empresa de Hardware, cujo maior comprador era a Walt Disney Company. Como os produtos da empresa não faziam tanto sucesso, o funcionário John Lasseter passou a desenvolver alguns curtas para mostrar a capacidade do produto. Foi ai que nasceu As Aventuras de André e Wally B. (1984) e Luxo Jr. (1986).

Depois disso a parte de animação da empresa passou a desenvolver comerciais. Mas a empresa não ia  muito bem. Foi ai que a Disney fechou um contrato milionário com a Pixar, para a produção de três longas. O primeiro foi lançado em 1995, que ganhou o nome de Toy Story.

A compra da Pixar pela Walt Disney Company aconteceu só em 2006. Ano de estreia de Carros. Desde então os sucessos são inúmeros.

Como a mágica acontece:

De início, lá nos primórdios da animação, em dias de Branca de Neve e Cinderela, os desenhos animados eram feitos literalmente de papel e borracha. Sobrepondo desenhos parecidos mas com pequenas diferenças, os personagens podiam se mover. Um segundo de animação equivale de 15 à 24 desenhos.

Com a invenção de softwares especializados em fazer animação, isso foi se tornando cada vez mais digital. As ferramentas foram se aprimorando até o grande primeiro longa de animação 3D comercializado, o Toy Story em 1995.

O processo pode ser realizado de inúmeros jeitos. Mas a sequência geralmente segue uma linha de: Roteiro, Storyboard ( que consiste em desenhar cena por cena com o tempo que cada uma deve terá), a dublagem e um pouco de música, a parte do conceito de cada personagem e, por fim a animação em si.

Conceito 3D:

Quando se trata de animação, o conceito 3D é um pouco diferente do que nós entendemos com “filme 3D”. O desenhos 2D ganham esse nome por trazer serem feitos mesmo em algo plano, eles eram literalmente desenhados em papel com lapis. Quando se trata de animação 3D, o filme é animado em um software que simula a tridimensionalidade, ou seja, ele simula refração de luz e emissão de luz, fazendo com que temos a sensação de que os personagens estão realmente em um ambiente tridimensional.

Como a magia Pixar acontece/ experiência de compra:  

A ligação da Disney e Pixar à princípio era até simples. A Pixar produzia e  Disney era responsável pela distribuição. Como já é conhecido universalmente, a Disney é, com toda a certeza, referência mundial quando se trata de experiência de compra e valor agregado. Ao comprar um DVD ou um produto Pixar, você compra toda a magia que existe por trás daquilo. Você não compra uma pelúcia de um monstro azul e roxo, você compra o bom e velho amigo James P. Sullivan.

Ao assistir uma animação Pixar, você está adquirindo toda a alegria que é proporcionada através da experiência. Sem contar todo o fator didático e moral que os filmes passam. Como aceitar o diferente e trabalhar e fazer o melhor que você pode com aquilo que você é (Toy Story); a união pode enfrentar qualquer problema (vida de inseto); o desconhecido e diferente não é necessariamente uma ameaça (Monstros SA); e a lista vai embora.


   Eu amo desenhos de animação porque eles me ensinaram a perseguir meus sonhos, me inspiraram a ser quem sou. Por isso acredito e não tenho dúvidas de que esse tipo de arte pode sim, mudar tudo.

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