J u l \ 17 E d i t i o n. Moda

O brasileiro e seu mercado

Pelo menos metade da população brasileira compra em média duas peças de roupas por mês. Os campeões de venda são blusas e calças. Tanto infantis quanto adulto.

Seguindo essa estimativa, por ano uma pessoa compra 24 peças de roupas. Agora quantas dessas 24 peças são produzidas e assinadas por marcas brasileiras? Muito poucas, se não nenhuma.

Com a globalização, marcas do mundo inteiro entram no mercado brasileiro com força avassaladora. O Brasil não tinha ainda a força de mercado próprio da mesma forma que outras empresas internacionais. Haja visto, muitas lojas 100% brasileiras perderam seu espaço.

O grande causador desse causo não foi apenas a globalização. A mentalidade dos brasileiros também contou bastante para chegarmos à esses resultados. A maioria dos brasileiros não carrega um sentimento de patriotismo muito forte em seu peito. Desde nossos primórdios o Brasil olha para outros países com muita admiração. O brasileiro segue a mesma linha de pensamento e isso reflete muito em seu comportamento de compra.

Em uma loja de maquiagem, por exemplo, o vendedor oferece produto com pouca qualidade e preços altos com a seguinte justificativa: “É que se trata de um produto importado.” E todas as brasileiras, que já tem no seu sub consciente que tudo que vem de fora é melhor, acreditam e compram, pensando estar fazendo um ótimo negócio.

O que deveríamos ponderaré no valor intangível que peças gringas tem na nossa moral e o seu impacto na nossa vida social. É muito importante olhar para os procedentes de um produto.

Existem muitas marcas brasileiras grandes estão ganhando força mundial e que também merecem nossa atenção. Como, por exemplo, a John John (de berço paulista), a Melissa, Havaianas, a Lilica e Tigor, a Hering Store, a Jogê Lingerie e inúmeras outras, que tem um cunho de multinacional, mas que tem seu coração brasileiríssimo.

 

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